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A coisa rosa II Relatos do carnaval 2008: trabalhadores X o rappa Bom, chego hoje ao trabalho e já me deparo com um monte de gente já reservando o seu espaço para trabalhar como vendedores de rua no carnaval. No início da noite, vou comer a pamonha sensação do Canela e fico sabendo que o rappa passou ora mandando sair, ora levando as pessoas embora (acho que presas). Fico chateada com isso, pois essa é uma atividade mais tradicional que o bloco Camaleão e as pessoas são tratadas assim. Por que a prefeitura pode tirar por mais de um mês a paz dos transeuntes, acabando com as calçadas, semáforos, pontos de ônibus? Por que as TV e grandes camarotes podem? Por que o povão não pode reservar na véspera da festa um chãozinho para trabalhar? Belo incentivo aos trabalhadores... Já vi reportagens que mostram que muitas dessas pessoas vem de longe e até de outras cidades para vender no carnaval, que acaba sendo a maior fonte de arrecadação de dim dim durante o ano. Acho que pudiamos ser mais compreensivos, afinal... quem nunca comprou uma água, cerveja, queijinho ou feijoada com a galera da rua que atire a primeira pedra. Escrito por Kinha! às 21h00 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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